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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Luis Arias Manzo / Secretario Geral del Movimiento de Poetas del Mundo


Luis Arias Manzo [Melipilla - Chile, 1956]
 es Secretario General del Movimiento de Poetas del Mundo, una idea sui géneris y necesaria cuando aún seguimos aislados en nuestra propia América.



Arias Manzo es autor de: Agualuna [2002]; Mil años de amor [2003] e Instantes [2004], asimismo del Manifiesto del Movimiento de Poetas del Mundo [traducido a 18 idiomas]; entre 1973 y 1991 vivió exiliado en Francia. Fue reconocido en Ginebra como Universel des Ambassadeurs de la Paix, un cargo diplomático honorario, incluso ha llevado su palabra hasta la República Islámica de Irán en audiencia con el Presidente Mahmud Ahmadineyad. También ha sido invitado a Jordania por la Reina Noor donde representó al continente en el 25º Festival de Jerash.


Luis Arias Manzo [Melipilla - Chile, 1956], é secretário geral do Movimento de Poetas do Mundo, uma idéia sui generis e quando necessário, ainda isolados, em nossa própria América.


Arias Manzo é o autor de: Agualuna [2002]; mil anos de amor [2003] e Instantes [2004], também do Manifesto do Movimento de Poetas do Mundo [traduzido em 18 línguas], entre 1973 e 1991 viveu no exílio na França. Ele foi reconhecido em Genebra como Universel des Ambassadeurs de la Paix, um destacamento diplomática taxa, levou sua palavra sequer até que a República Islâmica do Irão, em audiência com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Ele também foi convidado para a Jordânia Queen Noor, onde representou o continente no seu 25 º Festival Jarash.

Tático– Quando, onde e como foi fundado, Poetas Del Mundo?


LAM-14 de outubro de 2005

Tático - Qual é sua natureza real? Movimento informal, Associação, ONG, outra.

LAM -Por enquanto funciona como um Fórum Internacional - mas estamos providenciando a legalização para funcionar como uma Associação Internacional de Poetas del Mundo.

Tático - Qual são as propostas e objetivos principais de Poetas Del Mundo?

LAM - Nasceu da minha convicção de que estamos enfrentando momentos muito criticos para a humanidade. É chegado o momento de unir nossas forças para defender a continuidade da vida. Nosso objetivo é unir os peotas de todo o mundo para que - em torno do nosso movimento - possamos nos converter numa força real que tenha peso e que influencie no equilibrio do planeta.

Tático - Poetas Del Mundo tem evoluído dentro de uma previsão dos fundadores ou sua aceitação e adesão está acima das expectativas?

LAM - Esta além das espectativas - e, a primeira explicação é a sede de jsutiça que há no mundo e a ânsia de se acreditar que nem tudo está perdido. Que existe a possbilidade de mudanças. A segunda razão, a meu ver, é que acertamos com o manifesto, que ele diz o que pensa poetas de diversas culturas, crenças, etnias. O Manifesto Universal de Poetas del Mundo é a chave de tudo isso. Quem poderia imagianr que judeus, muçulmanos, cristão, amrxistas, crentes e descrentes pudessem se unir num mesmo texto, numa mesma bandeira, numa mesma esperança ?

Tático - O que o Brasil representa para o Movimento?

LAM - Brasil é o maior país do continente sul-americano, e, é de suma importância para os movimentos culturais, de liberdade, de independencia, de solidariedade que nos move. Hoje 1/4 dos Poetas del Mundo são brasileiros. Poetas brasileiros e todos os poetas sul-americanos, do mais famoso ao mais humilde, do mais rico ao mais pobre, todos somos artífeces da paz. É o que estamos constuindo no Brasil e no mundo.

Tático – Quais são os próximos passos e que rumo se pode esperar para o movimento?

LAM - Estamos pensando em transformar Poetas del Mundo numa entidade regularizada, funcionaria como uma associação internacional, cuja sede seria no Chile, e, em todos os países associados teriamos uma entidade ligada a entidade-mãe - que iria gerir o desenvolvimento da entidade local ( país ).

Tático -  O que Poetas Del Mundo tem gerado na pratica em termos de resultados dentro da sua proposta?

LAM - Já somos ouvidos por alguns governos no que se trata da prática da paz. Não que a poesia vá mudar o mundo, mas poderia contribuir grandemente para o equilibrio da humanidade. Os poetas, ontem como hoje, lutam pelo desenvolvimento da sociedade mais humana e mais justa.

Tático – Existe no movimento alguma orientação político/ideológica?

LAM - Não existe orientação politica. Não. O que podemos falar da politica é que ela não pode ser ignorada, mas a politica não deveria ser conduzida por politicos que são pessoas frias e calculistas e deixaram de buscar o bem comum.... A politica deveria ser exercida por gente sensivel, humana e com sentimentos, e pessoas que se enquadram nesse perfil são os poetas.

Tático - Poetas Del Mundo conta com parceiros e patrocinadores ou se mantêm pela boa vontade de seus associados?

LAM - Ainda não - mas abriremos essa possibilidade. Existe um poeta espanhol versado em economia que esta verificando essa parte de sustentabilidade - e, a partir dessa verificação faremos a regularização de Poetas del Mundo - enquanto entidade.

Tático – Porque se associar aos Poetas Del Mundo?

LAM - Juntos lutaremos as lutas que desejamos e teremos mais força. Faremos as mudanças necessárias.

Tático – Uma mensagem para os Poetas Del Mundo sobre a importância de sua missão.

LAM - Poeta, nutra-se da realidade social, ao envolver-se com ela serás capaz de abandonar o ego. Qualquer lugar onde trabalhes é a tua trincheira de combate. Estamos vivendo no limite do aceitável, muito perto de uma revolução planetária. É aí que o escritor tem de agir. Temos de trazer o se rhumano de volta para o centro do debate, tirá-lo da decadencia em que se encontra. Nos, homens, nos olvidamos da razão, do porque estarmos aqui, o escritor, o poeta, tem a árdua tarefa de lembrar-los, de faze-los tomar consciência e de acordar as mentes adormecidas.

Tático - Existe uma onda na America Latina relacionada ao processo de sua socialização, contrária ao imperialismo norte americano. As vertentes das ações dos Poetas Del Mundo caminha para esse viés ?

LAM - Poetas del Mundo tenta todos os viés que beneficiem o homem e a humanidade. Virá um momento em que as novas gerações inventem algo para a humanidade, e, se isto se chamar socialismo ou não - não importa, mas será algo que se lhe pareça. Para salvar a vida, para salvar o mundo, ou nos colocamos de acordo com algo que satisfaça a todos ou a existência humana se findará. .Nós, os Poetas del Mundo, temos essa missão - o de encontrar os mecanismos para que a derrocada não ocorra.


A Rede aan agradece a disponibilidade de Vossa Senhoria a essa Entrevista exclusiva concedida ao Tático por intermédio do Consul de Poetas del Mundo; João Drummond

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Clemente Nóbrega





 O Tático Cultural, a partir da cidade Mineira de Sete Lagoas entrevistará uma das personalidades de mais destaque no mundo da Gestão Corporativa e Marketing; Clemente Nóbrega.

Objetivamos estudar o resultado das respostas a partir da realidade local.


Apresentações:

CLEMENTE NÓBREGA:

Títulos:
Mestre em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
MBA Executivo da Coppead / UFRJ, em 1991.
Strategic Marketing Management na Harvard Business School, em 1994.
Livros Publicados, Prêmios e Homenagens
Autor do Best-Seller, Em Busca da Empresa Quântica, recomendado por sete dos maiores experts mundiais em Administração e Marketing: Regis MacKenna, Al Ries, John Sculley, Stan Rapp, Ron Zemke, Claus Moller e Karl Albrecht.
Conquistou o Prêmio Abril de Jornalismo, na categoria Ensaios, pelo artigo “Em busca de otários”.
Autor do livro “Antropomarketing”, Editora SENAC RIO em 2002, foi finalista do Prêmio Jabuti daquele ano.Seus artigos são periodicamente publicados pela Revista Exame. Entre seus artigos de maior repercussão estão:
Nem tudo que é novo INOVA (Revista EXAME - Ed. 812 - Março/2004)


Tático – Uma Administração Empresarial que se preze usufrui de excelente suporte e ferramentas em gestão que a habilita empreender resultados satisfatórios. Qual a diferença básica entre essas ferramentas sendo utilizadas por grandes empresários de sucessos e as utilizadas pelos administradores públicos? – prefeitos, governadores, presidentes, etc.



Clemente –As ferramentas variam de acordo com as circunstâncias-Balanced Scorecard,Gestão pela Qualidade Total,Seis Sigma são exemplo.As diferenças são de ênfases apenas.Todas focam em MEDIÇÔES para que se possa decidir com base em fatos e dados.

Todas têm a mesma finalidade-ajudar a administrar a multiplicidade de relações causa-efeito,que influenciam a performance das empresas.Todos têm várias dimensões que podemos associar,genéricamente a “mercado”,”processos” e “pessoas”.
O uso desses instrumentos ainda é muito mais disseminado no setor privado, mas ultimamente nota-se um interesse maior de várias instâncias do setor público (governos estaduais e municipais) no Brasil.Exemplos:MG,SP,RGS


Tático - Ao reconhecer e recompensar devidamente seus colaboradores, uma organização estabelece um acordo de eqüidade, dando-lhes uma retribuição adequada por seus esforços. As empresas brasileiras trabalham bastante o conceito da meritocracia. Qual seria a opinião de vocês em relação a essa prática focando o poder público brasileiro?

Clemente – O poder público está aos poucos percebendo a validade da meritocracia,mas a jornada está sendo lenta.Ainda há forte oposição à essa idéia como demonstram as manifestações de entidades sindicais em São Paulo,diante da introdução de medidas nessa linha para o setor de educação.

Tático – Como se constrói uma empresa de sucesso?

Clemente – O ponto de partida é ter algo que as pessoas queiram comprar.Portanto,o ponto de partida é sempre o “mercado”. Se você oferece algo que as pessoas querem,vai ter de,em seguida,se preocupar com integrar sua oferta (produto) com processo de trabalho eficientes e com pessoas competentes para desempenhá-los.
Toda empresa é “mercado”(oferta)+”processos”+” pessoas”(competências). A ênfase a dar a cada item desses, varia com a idade e circunstâncias da empresa.Mas os três existem sempre e estão sempre interligados.

Tático – Quais seriam seus argumentos para nos reportar as características gerais do alinhamento estratégico das empresas?

Clemente - Alinhar é garantir que o conjunto de atividades que a empresa realiza no que diz respeito a mercado”(oferta)+”processos”+” pessoas”(competências),forme um efeito coerente para quem compra dessa empresa.

Tático – O que é verdade na ciência dos negócios?

Clemente – É a disciplina de gerenciar os múltipolos componentes de mercado”(oferta)+”processos”+” pessoas”(competências).É para isso,aliás que se usam sistemas de gestão-para fazer a estratégia acontecer.

Tático – Em linhas gerais O que favorece o surgimento de novas idéias e a criação de novos processos, produtos e serviços e como são implementados?


Clemente – O que favorece é o estímulo à livre experimentação e a garantia de que o empreendedor –que corre o risco- vai poder ficar com o resultado que conseguir gerar, e será protegido pela regra da lei (contra a pirataria por exemplo).Não há um maneira única de implementar.



Tático – Kotler, em entrevista concedida a José Salibi Neto (CKO) do HSM Group, afirmou que: “(...) Fenômenos como globalização e digitalização, introduziram uma nova dimensão de velocidade e interdependência em nossas vidas. Não há retorno possível.” Como as empresas estão reagindo a essa velocidade?



Clemente – Kotler está certo.As empresas reagem de forma muito diferente.Algumas são mais proativas, outras menos.Depende do mercado em que estão.São as circunstâncias de cada mercado que definem a forma de reação.Em empresas de tecnologia (Internet) por exemplo ,o ritmo é frenético.Em outras,mais maduras como petróleo e gás,por exemplo,o ritmo não é tão intenso.

Tático – Ainda pegando gancho com a entrevista do Salibi, o Kotler citou o livro “Só os Paranóicos Sobrevivem” de Andy Grove ( CEO da Intel) .
Você acha que o Kotler pegou pesado ao esmiuçar esse livro e desenvolver o seu próprio; CHAOTICS (Escrito em parceria com John A. Caslione)? Justifico minha pergunta quando ele diz que as “empresas devem construir um amplo sistema de alerta”.
Assim sendo o que seria direcionado à nossa realidade?

Clemente – Isso não é novo nem tem nada de especificamente brasileiro.Sistemas de inteligência de mercado-que são as ferramentas dos alertas a que Kotler se refere-são importantes em todos os setores em que a competição é intensa.Ajudam a detectar logo os sinais que possam estar apontando para a mudança.


Tático – Os valores que Kotler defende estão muito aproximados a estratégias beligerantes. Qual seria a importância desse grau estratégico a que uma empresa possa recorrer e empreender aliando-as à minimização de problemas sociais?



Clemente - Uma empresa não tem que ter mentalidade de guerra nem deve ter vergonha de ter lucro.Ela tem de operar com lucro,respeitando as leis.Ao fazer isso,está gerando valor para toda a sociedade.



Tático – No falar em social... hoje em todo território nacional, contabiliza-se centenas de entidades atuando no terceiro setor. Os “empreendedores sociais” estão em ascensão advindos das lacunas deixadas pelo Primeiro e segundo setor. Há críticas contundentes no sentido que esses novos empreendedores devam aprender a usar ferramentas de gestão empresarial. Sabemos que um empreendedor do mundo empresarial difere nas bases em relação aos empreendedores sociais. Quais seriam essas ferramentas a ser utilizadas e que diferenciariam as respectivas ações?

Clemente – O chamado terceiro setor só tem a lucrar com o uso do que chamo de “mentalidade gestão”.Essa mentalidade pode ser posta em prática por meio de vários tipos de ferramentas ,todas igualmente boas em minha opinião.Gestão não é uma competição de ferramentas.Gestão é organizar para se chegar a um propósito.Geralmente esse propósito pode ser explicitado com mais facilidade pelas empresas com fins lucrativos,mas as organizações do terceiro setor têm que aprender a fazê-lo também.Isso é possível e desejável.

Tático – Você se recorda de qual (ou quais) empresas que mereceram méritos - no ano passado (2008) - na área de Inovação e Criatividade?

Clemente –Muitas.As revistas de negócios têm trazido listas delas.A Natura é uma. A carioca Chemtech é outra.

O Tático e a Rede aan! agradecem ao Clemente pela sua disponibilidade para essa entrevista e desejam sucessos em seus empreendimentos.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sempre um Papo em Sete Lagoas


Afonso Borges


Escritor, produtor cultural e empresário, nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1962. Desde 86, dirige os trabalhos da AB Comunicação e Cultura, sendo o responsável pela criação, coordenação e desenvolvimento do “Sempre Um Papo”. Idealizado há 23 anos, o Projeto é considerado, hoje, um dos mais respeitados projetos de incentivo à leitura do Brasil, com mais de dois mil eventos realizados, com a presença de mais de um milhão de pessoas, em 27 cidades, deoito estados, além do Distrito Federal.

Borges possui quatro livros publicados: “Retrato de Época” (poemas, 1980), “Bandeiras no Varal” (poema-plaquete, 1983), “Sinal de Contradição - Conversas com Frei Betto” (Ed. Espaço & Tempo, Rio de Janeiro, 1988), publicado também na Suíça (”Zeichen des Widespruchs”/Edition Exodus, Fribourg/1989) e na Argentina, e “Profecia das Minas” (poemas, 1993).

Escreve em jornais desde os 16 anos e já trabalhou, alternando funções de colaborador, repórter e editor, em diversos jornais e revistas. Colaborou, como jornalista e pesquisador, nos livros “Chatô - O Rei do Brasil” (Companhia das Letras), de Fernando Morais, “O Desatino da Rapaziada - Jornalistas e Escritores em Minas Gerais” (Companhia das Letras), de Humberto Werneck.

Em 1993, com 31 anos, recebeu da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e, meses depois, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, a “Moção de Reconhecimento Público”. Em 1995, foi distinguido pela Municipalidade com a “Comenda do Mérito Artístico Rômulo Paes”. Em 1997, ano do Centenário de Belo Horizonte, recebeu o título de “Filho Ilustre de BH - 100 Anos”, concedido somente a 100 personalidades, por parte da Fundação Cultural dos Professores/MG e da APPMG. Em 1998, foi agraciado com a medalha da “Ordem do Mérito Legislativo”, no grau Mérito Especial, pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Em 2000, recebeu de um colegiado que compõe o Fórum Mineiro de Jovens Lideranças Empresariais e o Conselho Empresarial de Jovens o “Prêmio Jovem Destaque Cultural 2000”. Em 2002, foi agraciado com a “Ordem do Mérito Legislativo Municipal”, no grau Mérito. Foi Membro da Câmara da Indústria da Cultura, da FIEMG e atuou no Itamaraty / Ministério das Relações Exteriores como Consultor Cultural. Em 2006, recebeu do Governo do Estado, a “Medalha da Inconfidência’. Em 2008, Prêmio Minas Desempenho Empresarial na categoria “Excelência Empresarial / Institucional de Minas Gerais e do Governo do Estado e Prefeitura de Araxá, a “Medalha Calmon Barreto”.

Tático – Olá Afonso! Seria possível um breve comentário sobre a resolução do STJ que aboliu a exigência de diploma para se exercer a profissão de jornalista?


Afonso - Sem dúvida. Para o exercício da profissão de jornalista, nos moldes trabalhistas convencionais, dentro de uma redação, subordinados a um patrão o diploma deveria ser mantido. Para as demais modalidades, como colaborador, cronista e outros, não. Foi por causa de uma certa dubiedade no texto da Lei que todo este processo foi montado. Mas é importante dizer uma coisa: universidade para jornalista é FUNDAMENTAL.


Tático – Sabe-se que sua atuação extrapola os limites do nosso Estado e acredita-se que você tenha um parâmetro para aquilatar públicos e apoiadores em diversos Estados da federação. Como é trabalhar com assessoria de Comunicação e Produção Cultural em Minas?


Afonso – São atividades distintas. A Assessoria de Comunicação é um trabalho técnico, metódico e estratégico. Produção Cultural exige habilidades incomuns, como intuição, experiência no ramo e, na maioria das vezes: sorte, muita sorte.


Tático – Quais seriam os limites de uma assessoria de comunicação em relação à produção cultural?


Afonso – Como eu disse, são atividades distintas.


Tático – O interior de Minas carece de efetivas ações culturais, o que vemos circulando pelo interior são “gestores culturais”, tentando articular algo com a SEC/MG , através da sua Superintendência de Interiorização. Em sua opinião a ação de articuladores culturais vinculados à política de interiorização da SEC tem dado certo? Vc. sente maior integração entre ações culturais advindas desses gestores e a qualidade melhorou?


Afonso – Me perdoe, desconheço esta expressão entre aspas. E não tenho conhecimento da política de interiorização da SEC a ponto de emitir uma opinião.


Tático – Somos de Sete Lagoas – MG. Esse tabu que criaram em torno da inércia cultural de cidade tipo a nossa, ( no nosso caso até valeu matéria nacional , nos chamando de deserto cultural) relacionado à proximidade da capital, é uma história que está chegando ao fim, ou você acha que nossa morosidade se deve ao fato de não se exercitar a pro – atividade cultural por aqui?


Afonso – Creio que o ponto central é o econômico. Sete Lagoas, assim como outra cidades do entorno de Belo Horizonte tem um tremendo potencial artístico e cultural. Quando as empresas e o poder público se sensibilizam para investir em cultura, o reflexo positivo é imediato na vida econômica da cidade.


Tático – Levando em consideração os 22 anos que vcs. atuam tão perto da gente: Existiu algum tipo de barreira, ideológica ou mesmo política, que restringiu por tanto tempo um projeto, tipo “Sempre um Papo”, a entrar em uma cidade igual a nossa?


Afonso – Nenhuma. O "Sempre Um Papo" é um programa com entrada franca ao público. Não teria como se realizar se a IVECO não tivesse se senbilizado em investir, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Tático – Para essa agenda de apresentações que se inicia agora dia 30 de Junho/2009 – em Sete Lagoas, veremos o MV Bill se apresentando no Auditório do Unifemm, em agosto a Leila Ferreira no mesmo lugar a agenda para as dez apresentações por aqui será divulgada quando?. Esse projeto só foi possível realizar-se por aqui porque houve patrocínio de empresas local; em sua opinião as empresas teriam mais visão estratégica do que as prefeituras? Ou vice-versa?


Afonso – A programação será temática e vamos divulgar o mais breve possível as demais atividades. Sim, a IVECO é a responsável pela vinda do projeto para Sete Lagoas. E eu não tenho conhecimento da visão estratégica da Prefeitura de Sete Lagoas para emitir uma opinião. Vou procurar me informar.


Tático - Uma secretaria municipal de cultura tem condições de articular projetos oriundos do próprio município e conferir a estes a visibilidade que o seu tem ?


Afonso – Sem dúvida alguma.


Tático – Outro projeto de autoria da sua empresa é : “Biblioteca Sempre um Papo/ Ler Convivendo”, esse projeto é considerado o braço social do “Sempre um Papo” , nele a ação é adoção de bibliotecas comunitárias. As bibliotecas municipais são consideradas importantes equipamentos culturais subordinadas às Secretarias de Educação da maioria das cidades. Nesse sentido essas secretarias não possuem habilidade de gestão a ponto delas mesmas criarem projetos, ou falta verba?


Afonso - Não posso emitir uma opinião porque desconheço a política cultural destas secretarias.


Tático – “A Associação Cultural Sempre Um Papo é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter cultural. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento de políticas de incentivo ao hábito da leitura a fim de formar cidadãos.” Até que ponto projetos sociais da magnitude dos criados por essa prestimosa associação ampara e corrige a inadequação administrativa dos poderes: legislativo e executivo de suas funções como co-responsáveis em fazer circular conceitos de cidadania e responsabilidade social? O terceiro setor, em sua opinião, ganha visibilidade em ações dessa natureza e em contrapartida o primeiro e segundo setor financia?

Afonso – Não veja uma correlação direta entre inadequação e amparo. O "Biblioteca Sempre um Papo" adota bibliotecas comunitárias porque elas não tem apoio institucional. Elas são montadas e gestadas pela próprias comunidade e as experiências que vivenciamos nos fizeram dedicar nosso esforço na sua direção.


Tático – Com uma enxuta equipe composta por 9 integrantes, a AB Comunicação nos faz entender que sua estrutura é enorme, como em tão pouco tempo você conseguiu administrar um patrimônio cultural e atuante da maneira como o tem feito aqui?


Afonso – Creio que experiência. São 23 anos de trabalho de muita dedicação e esforço. Mas nosso patrimônio é imaterial: depoimentos, debates, palestras.


Tático – Qual a mensagem você deixaria registrada aqui para os Sete –Lagoanos que buscam se firmar como empreendedores culturais?


Afonso – Que estudem, leiam, conheçam bem a legislação e as oportunidades que o mercado oferece. É um ramo maravilhoso, frutífero e do bem.


Tático – A Rede aan!, Através do Tático Cultural, agradece a cordial atenção à nossa iniciativa em divulgar quem faz algo pela cultura nacional. Nossas congratulações e votos de que continuem em frente!... e também o convite para que nos prestigie visitando o endereço:www.redeaan.blogspot.com são 40 blogs registrando ações relacionadas à diversidade cultural.


Afonso - Muito obrigado. Ótimas perguntas! Raramente vejo isso, parabéns. Abraços, Afonso.

Entrevista exclusiva concedida ao Tático Cultural ? Rede aan!
Sete Lagoas - MG



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Grupo Nós

O Grupo Nós é formado por pesquisadores de diversas áreas do saber, associados à Cidade do Conhecimento, que investigam as relações no ciberespaço voltadas para a ativação da inteligência coletiva em contextos educacionais.

Rede aan! recomenda : http://www.gruponos.net/blog/?page_id=13

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Andréia Donadon

Andréia Donadon
Quem é Andréia Donadon?
Andréia Aparecida Silva Donadon Leal – Déia Leal, nome artístico.
Artista plástica, poeta, cronista e contista. Licenciada em Letras pela UFOP, Bacharel em Estudos Literários e Pós-graduada em Artes Visuais – Cultura & Criação. Natural de Itabira, MG, cresceu em Santa Bárbara - MG e atualmente reside em Mariana –MG. Diretora e ilustradora do Jornal Aldrava Cultural. Membro Correspondente das Academias de Letras: Rio – Cidade Maravilhosa, Academia Maceioense de Letras, Academia Cachoeirense de Letras; Academia Brasileira de Poesia "Casa Raul de Leoni; Membro Nacional da Academia de Letras do Brasil, Presidente Fundadora da Academia de Letras do Brasil-Mariana-MG, Embaixadora Universal da Paz pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz & Universal Peace Embassy (Genebra – Suíça) e Governadora do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais em Minas Gerais. Escreve contos, crônicas e poesias para o Jornal Aldrava Cultural desde 2001. Publicou o livro de Haicais “Nas Sendas de Bashô” em 2005 com a senda I – Quase! Publicação de Contos em Prosa Gerais – Antologia – Clesi - Ano 2006. Publicação de Poesias em “Poesias de Bolso” – Clesi – 2005, 2006 e 2008. Publicação de poemas e contos em Revistas Culturais Eletrônicas no Brasil, Chile, Espanha e Argentina. Publicação do Livro de Poesias “Cenário Noturno” em 2007. No prelo livro de Contos: “Flora: amor e demência”. Participou da Antologia ME 18 - 2008. Premiada em diversos concursos estaduais e nacionais de contos. Participou de exposições coletivas internacionais representando Minas Gerais na Espanha, Itália, Áustria, Polônia, Alemanha, República Dominicana, China, Tailândia, Hungria, Eslováquia, França e individuais na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade; Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Bárbara, Pinacoteca da Universidade Federal de Viçosa; Museu Alphonsus de Guimaraens e outras instituições culturais. Em dezembro de 2009, participará de uma exposição coletiva no Museu do Louvre- Paris.


Tático - Olá Andréia, o Tático tem acompanhado, em parte, sua desenvoltura por entre diversas entidades representativas; como você vê a representatividade do desenvolvimento mineiro no contexto nacional?

Olá! Vejo algumas entidades culturais e/ou literárias com profícua produção e representatividade na cultura mineira, sendo mais divulgadas e valorizadas fora dos limítrofes do Estado. Pertenço a algumas entidades representativas no estado de Minas Gerais; uma de nível internacional que é o Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais- InBrasCI, com sede nacional no Rio de Janeiro, Governadorias implantadas nos estados do Mato Grosso do Sul, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Acre, Paraná, etc., e Chancelaria Internacional na Ilha da Madeira – Portugal. Um longo caminho a ser percorrido, para adentrar com representatividade no território nacional cultural. Nossa preocupação é criar uma teia cultural entre os estados pertencentes ao InBrasCI, com pessoas e entidades que estão produzindo cultura em suas regiões e viabilizar diálogos, divulgação, palestras, trocas de experiências para o aprimoramento cultural do país. Minas é um estado privilegiado, respeitado pelos grandes centros culturais, ou seja, pelo eixo Rio-São Paulo. O que é estranho é que ainda não conquistamos representatividade em nosso Estado; como diz o velho jargão: “santo de casa não faz milagre”.

Tático – Como foi a sensação de receber o Primeiro Prêmio da ACVRA ( de Granada ) em Maracena/Espanha? Fale um pouco sobre esse prêmio.

A sensação é a de valorização do trabalho realizado nas artes visuais nos últimos anos e a arte conceitual aldravista. O certame é realizado anualmente pela Asociación Cultural Valentin Ruiz Aznar, com sede na cidade espanhola de Granada; aberto a todos os artistas plásticos do país e do estrangeiro. Participei em 2006 pela primeira vez desse concurso internacional e obtive o terceiro lugar. Em 2008, fui surpreendida com o primeiro com a tela Revolta da Mata; concorrendo com artistas de 34 países e mais de 1200 obras. O primeiro lugar me proporcionou a viabilização de um intercâmbio cultural de 15 dias em Madrid, Granada e Maracena com patrocínio do Ministério da Cultura e do Governo de Minas Gerais. Esse foi um dos grandes passos em minha vida cultural: conversar com artistas e produtores de outras nacionalidades, com o idealizador e patrocinador do Concurso, o artista plástico e compositor sinfônico, Antonio Gualda, outros membros da Associação Cultural, Secretário de Cultura, etc. Tive ainda a oportunidade de realizar palestras sobre o Aldravismo, para alunos e ativistas culturais na cidade de Maracena e participar de Programa em Rádio “Granada es Arte” e de televisão.

Tático - O que significa ser Governadora do InBrasCI-MG (Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais), quais são as atribuições e qual o grau de importância desse título?

A presidente do InBrasCI (Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais), Drª Marilza de Castro, a Diretoria da Sede Nacional e o Chanceler do InBrasCI em Portugal, representação internacional, Dr. Édison Pereira de Almeida, pensaram inicialmente em uma pessoa de Mariana, por ser a primeira cidade de Minas. Estiveram pesquisando currículo e produção de algumas pessoas que pertencessem a um grupo cultural e ao mesmo tempo transitassem nas artes plásticas, literatura e que estivessem produzindo. Desta forma chegaram até mim. Tenho um amor incondicional pelo que faço. Transitei também pelo teatro, trabalhando com alunos de escolas municipais na direção e adaptação de peças teatrais como Auto de São Lourenço, Morte e Vida Severina, Shakespeare Apaixonado, A Bela Adormecida e outros peças no período de 1995 até meados de 2001. Saraus em asilos e cadeia pública de Santa Bárbara, etc.
O Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (INBRASCI) é um órgão criado pela Academia Pan Americana de Letras e Confederação das Academias de Letras e Artes do Brasil – CONFALB.
Ser Governadora do InBrasCI em Minas Gerais é fazer reinar a PAZ no mundo através das Culturas e tradições dos povos, respeitando o Meio-Ambiente e os direitos e deveres de cada povo, cada nação e cada indivíduo.

Tático - Quais as metas do InBrasCI?

Integrar Culturas em cidades do Estado de Minas Gerais. Congregar pessoas e entidades, nacionais e estrangeiras, dedicadas à Cultura. Empenhar-se no cultivo, desenvolvimento e aprimoramento das Culturas brasileira e estrangeira: das Letras e Artes em geral, inclusive populares. Manter intercâmbio com editoras, instituições e pessoas físicas ou jurídicas que possam colaborar para a realização e conquista dos objetivos da Governadoria do InBrasCI-Minas Gerais. Reconhecer pessoas ou entidades que tenham se destacado na produção e divulgação da Cultura Mineira no país e ou no estrangeiro. Promover, incentivar e apoiar, intercâmbios, conferências, palestras, exposições, cursos, concursos e eventos outros, sempre visando ao aprimoramento das Culturas e sua divulgação nacional e no estrangeiro, de acordo com as normas do Instituto.

Tático – Temos recebido O Jornal Aldrava Cultural (Versão eletrônica) e ele é por demais abrangente e atuante. Esse jornal é homônimo ao movimento que teve início na literatura em 2000 (...) qual a extensão estimada desse movimento e o que ele simboliza e acrescenta à literatura mineira?

A extensão é internacional. Temos realizado a distribuição eletrônica para Espanha, Croácia, Portugal, Estados Unidos, Colômbia, Argentina, França, lugares onde temos contatos com brasileiros ou estrangeiros que se interessam pela cultura brasileira. Além do envio eletrônico, que é a versão digitalizada do Jornal Aldrava Cultural impresso, distribuímos para diversas academias de letras no Brasil, universidades, escolas, bibliotecas públicas e comunitárias, instituições culturais-literárias, em diversas cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Brasília, etc.
O Aldravismo acrescenta à literatura brasileira e artística a existência de um movimento literário e artístico no século XXI; chamado idealizado, divulgado e produzido por poetas, estudiosos da língua portuguesa, filósofo, artistas visuais, desde o ano de 2000, na Primaz de Minas.
Neste mês tivemos a publicação do artigo “A LITERATURA E A ARTE ALDRAVISTA” – Movimento Mineiro do século XXI na Revista da Academia Mineira de Letras - ano 86ª, Volume LI, janeiro/fevereiro/março-2009, além da arte aldravista ser tema de trabalho de monografia no curso de Pós-graduação de Artes Visuais: Cultura & Criação.


Tático - Quais são os principais traços que norteiam o entendimento estético e filosófico da arte Aldravista?

O aldravismo surgiu no ano de 2000 na cidade de Mariana, Minas Gerais, por uma proposta de poetas que se reuniram para propor uma forma de provocar significação sem impor a vontade do poeta, nem desconsiderar a vontade do leitor abrindo uma possibilidade de produção de algo que possa ser complementado pelo leitor, no processo de significação (Donadon-Leal, 2002). Nascia uma proposta de arte metonímica, em que o artista apresenta um indício, uma parcela de coisa representada e o leitor/espectador é livre para compor seu complemento de significação. Na arte visual isso foi aplicado por mim, pois apresento nas obras aldravistas um conceito como uma parcela de uma totalidade.
Aldravismo vem de aldrava, termo que designa o utensílio com o qual se bate nas portas para que estas sejam abertas. O aldravismo pode ser caracterizado tanto na teoria quanto na prática pela arte que chama atenção, que abre portas para as interpretações inusitadas dos eventos cotidianos. É expressão de liberdade, rompimento de barreiras formais de produção e ousar criar conceitos novos em que o autor e leitor percebem porções daquilo que é possível. A liberdade metonímica é o pilar da arte aldravista, que pergunta insistentemente ao espectador: o que é que só você viu.
A questão do conceito de lugar da arte aldravista numa visão comparativa entre a arte abstrata e a arte conceitual deve-se ao fato de o cenário artístico apresentar como parâmetro para os rompimentos com o status quo a quebra total com os modelos em vigência.
O Aldravismo representa a ruptura necessária com o convencional, na busca de fazer arte representativa de uma novidade. Não há imagismo nessa proposta, não há a busca do retrato; há um conjunto de manchas que sugerem um conceito: “o portal”, através do qual se pode alcançar uma paisagem com a significação representativa de Minas Gerais.
Essa modalidade de arte visual – a aldravista – tem relação direta com a proposta de arte conceitual de Marcel Duchamp, cujas obras representam a ruptura com um modelo até então produzido que buscava a representação de uma imagem que se aproximasse da natureza. Duchamp passa a considerar o espaço que abriga um objeto. Dependendo do lugar onde alguma coisa esteja, essa coisa toma significação nova. Um vaso sanitário exposto em uma galeria de arte não é apenas um vaso sanitário, é algo mais, é arte, pois redefine o objeto e possibilita a criação de um novo conceito.
A partir da proposta conceitual de Duchamp e da proposta de pintura abstrata, em que apenas a explosão de cores se propõe, a arte aldravista procura conjugar a técnica de exploração de manchas abstratas com a significação pretendida pela arte conceitual. Nem só o conceito produzido pelo deslocamento proposital de um objeto, nem a divagação extrema de um jogo explosivo de cores que compõem um “não sei o que” da arte abstrata. A arte aldravista busca representar um conceito sem desenhá-lo, mas o apresenta com a insinuação da mancha que faz compor sua forma – um portal sempre salta aos olhos em cada tela da mostra em análise.


Tático – Você é de opinião que existe espaço nas universidades para
inovação? Como exemplo, para expor a Arte Aldravista?

Sim e não. Há algumas universidades mais tradicionais em artes plásticas e letras que estão mais fechadas a movimentos contemporâneos em artes visuais e literárias. Preferem ficar na retaguarda, ou como diz o aforismo do saudoso Artur da Távola: “a mídia quando não derruba, acaba consagrando”. Temos uma universidade que selecionou a exposição de arte aldravista: Emaranhaminas em um concorrido edital de seleção: a Universidade Federal de Viçosa.


Tático – Em uma entrevista com o Design Michel Schwartzman (vide nesse blog), eu o questionei sobre cidades do interior que não possuem visibilidade e se fecham ao diálogo externo e não abre possibilidade discursiva com os grandes centros, em sua opinião a região que você se encontra é beneficiada de alguma maneira pelas políticas de interiorização da SEC ( Secretaria de Estado da Cultura) ?

Mariana possui visibilidade externa por ser a primeira capital, a primeira vila, a primeira cidade, a primeira diocese e arquidiocese de Minas Gerais, lugar em que se erigiu o sentimento de mineiridade. Conta com alguns órgãos da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais que atuam de forma efetiva na cidade, por exemplo, o Museu “Casa Alphonsus de Guimaraens”, o IEPHA e mesmo a Casa de Cultura de Mariana e Academia Marianense de Letras que são ligadas a Secretaria de Cultura do Estado.


Tático – Você como pessoa dedicada também às letras, vc. sente que a cultura literária do país tem melhorado em algum aspecto, como por exemplo, na distribuição de títulos literários e incentivo à leitura?

Certamente. Faço parte do grupo do PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura do MEC e MINC que tem disponibilizado bibliotecas, incentivando a criação de núcleos de leitores em todos os estados brasileiros.

Tático – Quais são as entidades ligadas à literatura que faz parte?

Diretora do Jornal Aldrava Cultural; Governadora do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais-MG; Membro Correspondente da Academia de Letras do Rio de Janeiro – CM; Membro Efetivo Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores; Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras; Membro Correspondente da Academia Maceioense de Letras; Membro Correspondente da Academia Brasileira Petropolitana de Poesia Raul de Leoni; Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB; Presidente Fundadora da Academia de Letras do Brasil em Mariana; Embaixadora Universal da Paz do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Genebra, Suíça.


Tático – A cidade onde você se encontra possui lei que funcione em relação a incentivos fiscais aos empresários, ou alguma lei com artigos definidos ao incentivo cultural para os gestores?

A cidade está fazendo gestão para criação de fundo de incentivo à cultura, pois os artistas locais encontram grande dificuldade para arrecadar através das regras fiscais das leis de incentivo à cultura.

Tático – Como você pensa articulação cultural?

Com a popularização dos conhecimentos da sociologia, hoje há compreensão de que as culturas se articulam pelo respeito a manifestações culturais emanadas das artes populares ou das artes eruditas.

Tático – Artes plásticas é mais forte em seu íntimo do que a literatura?

Produzo ambas as artes com mesma desenvoltura.


Tático – A rede aan! E o Tático Cultural agradecem à você pela disponibilidade em conceder-nos essa entrevista que muito contribuirá para conhecermos mais ainda aspectos da cultura nacional contemporânea.

Eu que agradeço a Rede aan! E o Tático Cultural pela entrevista! Obrigada.
Entrevista exclusiva concedida ao Tático Cultural 11/06/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Michel Lent Schwartzman


Michel Lent Schwartzman



É designer gráfico e mestre em Telecomunicações Interativas pela New York University.
Um dos primeiros brasileiros a trabalhar com internet, Michel começou sua carreira em 94 em Nova York, na Agency.com e, em seguida, na MVBMS EURO/RSCG, desenvolvendo projetos para International Paper, American Express, Volvo e Philips. Voltou para o Brasil em 96 para dirigir a criação da Medialab (atual Neoris Brasil). Em 97, com mais dois sócios, montou a 10′Minutos, com a qual criou sites para personalidades como Ivan Lins, Ronaldinho e Romário, além de atender empresas como IBM, BMG e Petrobrás e O Globo. No ano de 1998 juntou-se à Bowne para abrir a sua divisão Internet Solutions no Brasil, com a qual desenvolveu trabalhos para Globosat, GNT, Telecine, Rede Globo, UAP Seguros, Global One entre outros. Em 1999 compôs o board executivo da Globo.com na estruturação e lançamento do seu portal.
Em 2000, mudou-se para São Paulo a convite da DM9DDB onde, por dois anos, foi diretor de criação e dirigiu o departamento de internet da agência. Em sua primeira passagem pela publicidade no Brasil, foi premiado nos principais festivais internacionais, com trabalhos vencedores em Cannes, Clio, Art Directors, One Show, The New York Festivals, London Festivals, FIAP, iBest, entre outros.
Em 2002 retomou em São Paulo o projeto da 10′Minutos S.A., agência digital focada em publicidade para a internet com a qual atendeu clientes como Banco Real, Santander, Siemens/BenQ, 20th Century Fox, Telecine, Ipiranga, entre outros.
Em 2009, conduziu a união da 10′Minutos com a OgilvyInteractive, da qual se tornou gerente-geral. Da fusão dos negócios, clientes e funcionários, resultou em março de 2009 uma nova empresa com mais de 70 pessoas.
Michel é articulista do Webinsider e da revista Pix. Foi juri de diversos prêmios brasileiros e coordenador do curso de Comunicação Interativa da Miami Ad School/ ESPM. Desde 2004 mantém o ViuIsso? seu blog pessoal sobre comunicação interativa na propaganda e marketing.
Ao longo de quase 15 anos de atividades em internet, já palestrou em universidades e instituições por todo o Brasil e no exterior, desenvolveu dezenas de projetos de comunicação interativa, estruturou departamentos, equipes e processos.
Veja o perfil profissional completo no Linkedin.


Tático - Nosso papo hoje é mais centrado nas competências do Design Gráfico do que na sua outra especialidade , que é Telecomunicações Interativas. A comunidade dos Designers está completamente inclusa digitalmente?

Michel - Não dá pra dizer que sim. O universo do Design é bastante abrangente, indo do produto às interfaces. Então há atividades relacionadas ao Design que ainda estão fora do mundo digital e provavelmente sempre estarão. Entretanto, o digital está presente em tudo através das novas tecnologias.

Tático – “Publicidade não é arte ou experimentação” . Assim você disse em uma de suas palestras; o Aurélio traz em uma de suas definições sobre a arte como sendo “ Atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito de caráter estético, carregados de vivência pessoal e profunda, podendo suscitar em outrem o desejo de prolongamento ou renovação” : particularmente a dose de criatividade e experimentação que se é necessário para gerir uma boa publicidade me deixou um tanto quanto atordoado com essa sua afirmativa. Quanto ela não ser experimentação tubo bem e o fato dela não ser arte?

Michel - Acho que estamos falando de um pedaço bastante restrito da publicidade. Aquele que encanta, que emociona. Mas este é uma pequena parte dentro de um universo maior. O dia-a-dia da publicidade não é isso. É a busca por soluções, resultados, que traga retorno, que venda.

Tático – Além de estarmos comemorando os 40 anos da internet no Brasil , estamos vivenciando o 14º EDTED ( Encontro de Design e Tecnologia Digital), que já começou no dia 28 de março no Rio de Janeiro e terminará em 14 de novembro em Recife. Acontecerá também na capital mineira aos 26 de setembro/2009. Como se avalia a receptividade e aparelhamento de BH, em relação ao14º EDTED com o eixo SC, RJ, SP?

Michel - Acho que a receptividade e aparelhamento com relação ao tema digital estão bastante homogêneas nas diferentes capitais do país. Talvez o destaque seja para São Paulo e Rio de Janeiro, dependendo um pouco dos que compõem a platéia.

Tático – Somos de Sete Lagoas e essa entrevista está sendo feita dessa cidade, portanto me preocupa o fato da nossa cidade se fechar, para inclusive conversar sobre um assunto tão atual e que abre tantas oportunidades para a economia da cultura local e iniciar a conquista de diálogos interessantes com pessoas atuantes , como você. Em sua opinião o que seria necessário fazer para uma cidade do interior se reconhecer como importante no cenário discursivo desses assuntos que além de serem bacanas são lucrativos e geram divisas?

Michel - Seria importante encontrar um vertical. Ou seja, uma área de excelência, de ponta, de destaque. Algo deste gênero é capaz de revolucionar a cultura local e projetar a cidade para o Brasil e o mundo.

Tático - Qual é a principal moeda de troca do Design Gráfico?

Michel - A correta solução para a situação problemática.

Tático – Existe um foco comunicacional do design? A forma continua seguindo a função?

Michel - Sem dúvida. Existe foco comunicacional, justamente na medida em que a forma continua seguindo a função.

Tático – Poderíamos aqui nos perder na entrevista e deixar os leitores mais perdidos ainda com o excesso de informação principalmente se adentrarmos ao mundo acadêmico sobre esse importante assunto e tocarmos em assuntos das categorias de designers, vc. poderia citar as principais vertentes do design e a que mais se destaca?

Michel - Acho que o Design hoje está dividido em 3 vertentes (ainda que estas não estejam necessariamente refletidas no mundo acadêmico): produto; gráfico e interface. Dentre estas, na minha opinião, o Design de Interfaces é aquele com mais destaque atualmente dada a sua onipresença em praticamente todos os meios de contato e comunicação existentes.

Tático - Existe alguma ação unificada dos profissionais de design que possibilite disseminar a profissão e configure uma ação em rede que pontue politicamente as questões comuns da classe a nível nacional e desfragmentada?

Michel - Não que eu conheça.

Tático – O que é falar de design e de web design e interfaces gráficas?

Michel - Web design é uma especialização dentro do mundo do Design de Interfaces.

Tático – O Luli fala em seu blog que “Em uma época de convergência de mídias, é muito importante que uma mensagem consiga ser transmitida pelo maior número possível de veículos - em cada um deles, deve explorar suas características marcantes. Em todos, deve manter a unidade de marca que é, no fundo, uma referência de atitude ou qualidade...” como os designers trabalham esse princípio de convergência?

Michel - A unidade da marca é mais do que uma atitude ou qualidade. É uma necessidade. Trabalhar a mesma mensagem em meios diferentes de forma não unificada do ponto de vista visual e conceitual é fragmentar o esforço de comunicação e fazer com que a mensagem se perca em meio a tantas outras mensagens. A função o designer é garantir esta unidade e coerência através dos diferentes meios.


Tático - Muito obrigado pela oportunidade da entrevista e sucessos em seus novos empreendimentos.
Entrevista Exclusiva ao Tático Cultural - Sete Lagoas / MG

quinta-feira, 14 de maio de 2009

FÓRUM DE CULTURA EM SETE LAGOAS/ ELAINE LOURES

Elaine Loures

Elaine Loures é uma gestora cultural residente em Sete Lagoas que contribui efetivamente para que nossa cultura seja cada dia mais enaltecida. Foi convidada pelo Secretário de Comunicação e Cultura a ser uma das conferencistas do Fórum de Cultura de Sete Lagoas juntamente com Rita Cupertino e Aída Ferrari. Essas últimas a rede aan! não conseguiu contato a tempo de entrevistá-las.


O tema da noite será "INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA E PRODUÇÃO CULTURAL".


Elaine trabalha com as 'armas' que tem e tenta sobressair articulando da maneira que pode junto a órgãos estaduais e federais. Criou o Café com Cultura, um projeto que vincula o artista participativo e potencializa sua capacidade de ação empreendedora.




Tático - Bom dia Elaine! Gostaria que você se apresentasse para nosso público:

Elaine - Sou técnica em Publicidade, graduada em Marketing. Também fiz o curso de psicologia. Produtora e gestora Cultural. Idealizadora e coordenadora do projeto CAFÉ COM CULTURA, membro do projeto ARTE BRASIL, CLUBE DE LETRAS; Membro da Rede de articuladores da Secretaria de Estado da Cultura/MG; secretária do Conselho Municipal de Cultura/Sete Lagoas; Delegada de cultura das Conferências intermunicipal, estadual e nacional do Ministério da Cultura. Faz assessoria cultural, produções e oficinas artísticas e elaboração de projetos.

Tático – Elaine, a gestão cultural em uma cidade do interior é mais fácil para se gerir?

Elaine - Depende da ação cultural, qual público-alvo e o foco da ação. Mas como nos grandes centros existem mais oportunidades, as pessoas já estão mais habituadas a se envolverem, seja público, patrocinador, poder público e os próprios agentes culturais. Já no interior temos que ter bons relacionamentos e contatos, imparcialidade e ações contínuas para atrair os participantes.

Tático – Em se tratando de Sete Lagoas a cidade é receptiva ao seu trabalho?

Creio que sim. Só aqui na cidade, desde que vim morar aqui, em 2003, são seis anos de trabalho de arte e cultura e muitos trabalhos de assessoria, produções artísticas e ações culturais. Mas percebo que cada profissional tem uma linha de trabalho, formação, experiências, informações, contatos que podem ajudar neste trabalho e que, o que falta em Sete Lagoas são pessoas mais capacitadas profissionalmente, seja o artista, empresas e agentes culturais (sociedade civil e poder público) para muita das vezes, entender e absorver nossas ações na cidade. Não se faz um trabalho de qualidade sem planejamento, estratégias, relacionamentos, reuniões, articulações e avaliações. Tem que se sair do amadorismo.

Tático – A economia da cultura é uma realidade na nossa cidade?

Elaine - Penso que as administrações públicas devem avaliar o papel dos setores da cultura na economia mediante verbas concretas. E estes números ajudam a dar visibilidade ao setor da cultura, pois até pouco tempo era visto somente como valores simbólicos. Os números da economia da cultura permitem identificar problemas, potencialidades, oportunidades e riscos e a de Sete Lagoas precisa ser profissionalizada, formalizada, buscar legalidade e ser transparente. O mercado cultural da cidade pode ser sustentável, mas precisa de lapidações.

Tático – Como você se posiciona em relação a incentivos que os governos: Federal e Estadual oferecem?

Elaine - Penso que existem grandes oportunidades, mas muitas pessoas, instituições e governantes não têm a informação ou é insuficiente para serem beneficiados. O Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura/MG sempre lançam editais, programas, concursos, dentre outros, para abranger as mais diferentes populações do nosso país e estado, mas as pessoas não sabem que elas existem e reclamam que o poder público não faz por eles. Mas a população muita das vezes não faz o seu papel ou não se capacita para isso. Vejo que há falhas na comunicação e nos acessos.

Tático – Em sua opinião como Sete Lagoas se encontra em relação à cidade de mesmo porte, relacionado à cultura?

Elaine - Sete Lagoas têm um grande potencial artístico-cultural, que precisa ser mais trabalhado, divulgado e com acessos a todos, pois, às vezes, vejo as informações chegar para poucos. E quem mora longe da área central? Qual a capacitação que se tem às empresas da cidade para conhecimentos jurídicos, de incentivo à cultura e contábeis? Mas com ações planejadas, estratégias de acesso e profissionalização ela tem muito que crescer ainda.

Tático – qual sua avaliação desse início de governo cultural em Sete Lagoas?

Elaine - Eu sempre quero ser otimista e acreditar que se possa criar, mudar e melhorar a gestão cultural de nossa cidade. Vejo com bons olhos. Mas também fico de olho, observando, ajudando, pautando, fiscalizando. Afinal é este meu papel também como membro do Conselho de Cultura da cidade.

Tático - Nas promoções que o Tático faz sempre encontramos problemas de eco com a imprensa, em sua opinião a imprensa local é arredia ao tema cultura? Ou ela poderia ser mais generosa com coberturas bacanas dos eventos locais?

Elaine - Vejo que a imprensa local na medida em que fazem sempre apóiam a cultura local. Pelo menos não tenho muitos problemas com isso não. Mas as coberturas e atenção devida deveriam ser maiores, pois comunicação é cultura. Cultura é comunicação.

Tático – As políticas de interiorização da SEC (Secretaria de Estado da Cultura) são eficazes, existem muitos estados aficionados com essas políticas?

Elaine - A SEC vem fazendo um excelente trabalho de interiorização da cultura e tentando levar as suas ações aos mais diversos locais do estado. Mas temos que pensar que são 853 municípios em MG e todas querem apoio do governo estadual e para ser algo próximo do ideal são ações de prioridades, curto, médio e longo prazo que trarão resultados se houver ações paralelas dos governos municipais e federal. Vejo que a situação dos outros estados, por encontros, seminários, etc que faço pelo país, todos almejam a mesma coisa, são os mesmos perfis de luta pela cultura e estão fazendo dentro, pelo menos, da mínina, que é reservada pela causa da cultura.

Tático – É possível um profissional subsistir de gestão cultural numa cidade como Sete Lagoas?

Elaine - Penso que ainda não. Enquanto não existir políticas públicas de cultura adequadas em parcerias com várias outras secretarias, instituições, empresas e população isso ainda fica a dever.

Tático – Sete Lagoas possui talentos aptos a formarem uma caravana cultural e viajar sertão mineiro adentro???

Elaine - Claro. Sete Lagoas é e têm um grande potencial artístico. E não só em Minas, como pelo Brasil e pelo mundo afora. O exemplo disso são os vários artistas que levam sua arte fora do país levando o nome da cidade.

Tático – Qual avaliação você faz de políticas públicas e programas governamentais e que reflexo isso tem para nossa cidade?

Elanie - As políticas públicas e programas têm que ser feitos com planejamento, organização, manutenção e avaliação. A seguir exemplo do Plano Nacional de Cultura como está sendo criado desde 2002, pelo Ministério da Cultura. São muitos caminhos a percorrer e Sete Lagoas só não participará se houver negligência por parte de todos.

O Tático e a Rede aan! agradecem sua disponibilidade a nos atender, e lhe deseja boa sorte nos empreendimentos culturais em benefício da nossa cidade e região.

Conheçam a rede aan!
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trata-se de uma comunidade de blogs voltados para o mundo da arte e cultura.